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Posted by Everaldo on August 6th, 2008

CaricaturaTenho trabalhando muito em alguns novos projetos bastante excitantes.
Aguarde em breve um redesign completo do site e novos (e mais constantes) posts no Blog. Até lá sinta-se bem vindo para me seguir no Twitter.

 

 

 

 

 

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Feliz Aniversário.

Posted by Everaldo on April 24th, 2008

Divonei é meu amigo de infância e colaborador no Yellow icon Studio. O texto abaixo foi escrito em razão do seu aniversário. Nele falo um pouco do q penso sobre a vida e o passar do tempo. É bastante informal e sem muitas pretensões. Preferi mantê-lo intacto e não corrigir o “Internetês”.
Espero que seja útil.

Olá Divo,

Aniversários fazem muito bem a saúde. Está cientificamente comprovado que aqueles q tiveram muitos, vivem mais.

Parabéns por chegar até aqui. Estou realmente impressionado com seu sucesso.
Na verdade suspeito que foi mais difícil do q vc imagina. Não muito tempo atras trilhões de átomos resolveram se juntar de uma maneira intricada e intrigantemente providencial a fim de criar vc.
É uma organização tão especial e particular q nunca foi tentada antes e só existira dessa vez. Se qualquer desses átomos decidisse por se organizar de modo diferente talvez vc estivesse agora lambendo algas de uma parede de pedras, se espreguiçando numa praia qualquer como uma morsa ou laçando ar por um orifício no alto da cabeça antes de mergulhar 20 metros para se deliciar com alguns suculentos vermes.

Além disso vc foi extremamente - ou melhor milagorasamente - afortunado em sua ancestralidade pessoal.
Nenhum ancestral seu foi esmagado, triturado atingido por meteoros ou discipado em uma era glacial. Algum deles em algum tempo foi suficientemente atraente para conquistar uma fêmea adequada.
Para chegar até aqui vc teve também q travar uma corrida em q tinha apenas 0,000.000.04 chances de vencer, fecundar um ovulo e juntar o material genético necessário para estruturar o q vc é. Vc conseguiu.

Seu aniversário é seu próprio Ano Novo. E eu sugiro q vc faça dele um Novo ano. Faça coisas novas. Afinal seria loucura tentar resultados diferentes fazendo a mesma coisa.
Se vc quer chegar onde nunca esteve é melhor tomar o caminho q não conhece. Arrisque.

Amanha nunca existiu e ontem já não existe mais. Portanto aproveite o dia!

Aniversários são apenas as primeiras 24 hs de uma nova viagem de trezentos e sessenta e cinco dias em torno do sol. Divirta-se no caminho e curta a paisagem. Não esqueça de levar consigo as pessoas q vc ama.

Faz 20 anos q tenho 20 anos e ja fui velho e novo durante esse tempo. Juventude e maturidade não tem muito a ver com a quantidade de aniversários vc comemorou. Viva com intensidade.
Viver, alias, é uma das coisas mais raras do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.

Desejo q vc viva até o dia da sua morte!

Everaldo
(seu amigo a 27 anos)

“The man who trades freedom for security does not deserve nor will he ever receive either.”
-Benjamin Franklin

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Ursinhos Carinhosos

Posted by Everaldo on March 10th, 2008

Ursinhos Carinhosos

Eu sou produto original do fim nos anos 70.
Os Ursinhos Carinhosos nos foram apresentado em uma série televisiva entre 1985 e 1988, eu era ainda bastante garoto e adorava.
Espero que que você curta comigo este freeware. ;-)

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Produtividade com iPhone

Posted by Everaldo on January 25th, 2008

O iPhone sem duvida é um sucesso. Hoje são vendidos em média 20.000 por dia num total de 4 milhões em 8 meses. A Apple alcançou 19.5% do mercado de Smartphones nos Estados Unidos.

Vários motivos me levaram a comprar um aparelho de telefone celular. E como sou usuário de MAC, passados alguns anos o modelo da APPLE me pareceu a melhor escolha. E foi, sem dúvida, uma grande decisão!

Em pouco tempo o aparelho se tornou minha principal ferramenta de gerenciamento e produtividade.

Acordo todos os dias ao som do iPhone. Configuro o despertador para tocar o ringtone “harpa”. É suave. Eu sou um cara sensível pela manhã e despertar com algo que se confunde com o som do alarme de incêndio do prédio não é algo que me alegra o dia.
Dou uma olhada rápida no Weather para ler a previsão do tempo.

Duas vezes por semana eu vou à academia pela manhã para assistir minha filha na aula de natação.
Tenho uma conta de e-mail .MAC e três IMAP, configuradas no iPhone.
Enquanto minha garotinha mergulha com algum bichinho de borracha esquisito fabricado na China, eu, entre um aceno e outro, aproveito a conexão WIFI para dar uma olhada rápida nos meus e-mails, verificar minha agenda, calendário para o dia, e uso esse tempo também para checar minhas listas de próximas ações.

No dia-a-dia adotei a metodologia GTD (”Get Things Done”, publicado no Brasil com o criativo nome: “A arte de fazer acontecer”), do escritor americano David Allen. No MAC, uso o Taskpaper para gerenciar minha lista de tarefas. Eu o prefiro, por que diferentemente dos outros softwares GTD, ele é desenvolvido de modo a simular o uso de listas em folhas de papel. Um método simples e eficiente. Para sincronizar, com o Notes do iPhone, uso o aplicativo AFPd, e alguns aplicativos que eu mesmo criei no Automator, baseado nos scripts desenvolvidos pelo Spatialviews.com.

Meu modelo de trabalho me permite trabalhar em qualquer lugar do planeta onde exista conexão com a internet. E tento não fazer isso dois dias no mesmo lugar.

Nas últimas semanas tenho desenhado em cafés, onde o ambiente calmo e introspecto me inspiram. Como gosto de trabalhar sempre em lugares diferentes, o Google Maps seria bastante útil. “Seria” se eu soubesse qualquer nome de rua. Sou daquele tipo de cara que sabe ir, mas não sabe dizer como chegou.

O Mac Book Pro e a mesa gráfica Wacom são ótimas ferramentas e tem toda a mobilidade que eu aprecio. Quando estou fora do Studio desenho por cerca de 3 horas e meia que é em média a duração da bateria. Depois, enquanto meu laptop recebe carga para um novo ciclo, converso via Chat com meus colegas do Yellow. Para Chat, no iPhone, uso normalmente dois programas: O S4iPhone que se conecta a rede Skype e o Beejive para as redes MSN e AIM.
Existem outras ótimas opções de messengers on-line, como por exemplo, o Meebo, e também aplicativos nativos como o Móbile Chat e o Apollo. Prefiro o Beejive porque me permite permanecer conectado a rede por até duas horas mesmo quando desligo o Safari. Aproveito esse período de tempo também para fazer minhas ligações telefônicas do dia.

Perto do fim da tarde vou ao Studio onde faço revisão, gerenciamento e direção dos projetos que estão sendo desenvolvidos pela equipe de arte. Mais uma vez, uso o aplicativo Notes (mais tarde vou sincronizar com o Taskpaper do MacBook).

Em trânsito, costumo ouvir Audiobooks. É Um formato novo para mim. Tem sido muito útil, especialmente para aqueles livros para os quais eu não teria tempo para ler no formato tradicional. Terminei agora “O caçador de Pipas”, best-seller do escritor afegão Khaled Hosseini e começo a ouvir “O monge e o executivo” de James C. Hunter.

Conquanto não exista nenhum bom editor de texto para iPhone ainda. Ele é hoje minha principal ferramenta de redação. Este artigo que você lê agora foi criado em dois tempos. Parte escrita no MacBook e parte no iPhone. Uso o Mail como editor. Crio uma nova mensagem e a salvo como rascunho. Graças as configurações das contas iMap qualquer alteração feita no texto seja no Mail do MacBook, do iPhone ou no WebMail são sincronizadas automaticamente em todos os dispositivos.

Além de ser uma ótima ferramenta de produtividade no trabalho. O iPhone também tem sido meu companheiro de academia.
Eu devo dizer que não sou um atleta fantástico, e nem um grande fã de academias. De fato, gosto de me sentir bem com meu corpo. Mas não faço parte do grupo dos que tentam se assemelhar aos modelos das fotografias de propaganda (pessoas pagas para não comer e regiamente recompensadas por não se parecerem em nada com seres humanos).

Meus treinos diários duram de uma hora e meia à duas horas, divididas em exercícios aeróbicos e musculação. Começo com trinta minutos de esteira ou elíptico e aproveito esse tempo para responder os e-mails que ficaram pendentes durante o dia. Quando há poucas mensagens, assisto algum episódio das minhas séries preferidas de TV. Lost, Dexter ou Heroes. Enquanto faço exercícios de musculação costumo ouvir podcasts. Prefiro sempre os relacionados à psicologia ou empreendedorismo. Termino meu treino com mais meia hora de aeróbicos, comumente bicicleta ou elíptico. Faço isso enquanto leio o e - book “O ócio criativo”, do italiano Domenico de Masi, usando o aplicativo Books.app.

Além dos aplicativos mencionados, uso também: O Lockbox, um ótimo gerenciador de senhas e números de cartão de créditos. PDF view, entendo que muitos e-books são disponíveis apenas em arquivos PDF. O Books é um ótimo aplicativo, mas infelizmente não é compatível com esse formato. Voice Notes, de um modo geral, minha preferência são por notas de texto. Mas quando as idéias vêm em momentos em que escrever não é uma possibilidade, esse aplicativo é bastante útil.

Muitas novidades interessantes devem surgir com a liberação do Kit oficial de desenvolvimento para aplicativos para o iPhone em Fevereiro.

“O homem que troca liberdade por segurança, não merece, nem nunca terá nenhum nem outro.”

Benjamin Franklin

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Desejo…

Posted by Everaldo on January 22nd, 2008

Desejo que o seu próximo ano seja Novo como os anos novos devem ser. Afinal, seria loucura tentar resultados diferentes fazendo a mesma coisa.
Que novos horizontes se descortinem e você os veja com a intensidade e a força da paixão que transporta os sonhos e os semeia no real.
Que a graça de Deus nos conforte e nos de paz. Que o amor seja sempre um lugar a salvo, leve, mesmo q breve.
Tenha um feliz ano novo.

Um beijo amigo…
Everaldo

“The man who trades freedom for security does not deserve nor will he ever receive either.”
-Benjamin Franklin

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Entrevista Mac+

Posted by Everaldo on July 2nd, 2007

Mês passado tive a honra de ser entrevistado pela revista Mac+. Leia abaixo na integra.

- Para quais empresas você trabalha atualmente? Que trabalhos desenvolve? Você atua só com ícones?

Atualmente eu sou diretor de arte no Yellow Icon Studio e também consultor de design da Linspire.inc de San Diego.

O Yellow é esta localizado em Curitiba, mas nasceu global. Como diria Aristóteles “não somos nem gregos nem atenienses somos sim, cidadãos do mundo”. Atendemos grandes, medias e pequenas empresas em todo o planeta. Temos uma grande lista de clientes em quase 30 países incluindo empresas como Apple, AT&T, Symantec, Roxio, Parallels, Bell Canadá, O2, Siemens, America Online e muitas outras.

Nosso “core business” é o design de interface e iconografia. Mas fazemos quase todo tipo de trabalho criativo, design gráfico, webdesign, ilustração, animação, publicidade, etc.

Apesar da maioria de nossos clientes serem empresas de tecnologia, atendemos também outros setores. Ano passado fizemos um projeto para uma companhia especializada em energia nuclear, outra em automação portuária. Dias atrás, recebemos um pedido para criamos a identidade visual de uma rede de lavanderias na Itália.

Essa diversidade de segmentos, culturas, geografias, nacionalidades torna nosso trabalho bastante excitante.

- De onde surgiu o desejo de ser designer e trabalhar com arte? E como você acabou se voltando para a área de ícones?

Meu pai foi mestre de obras. Quando eu era ainda muito pequeno o assistia pegar os pratos e panelas da minha mãe e usar como curva francesa pra desenhar numa folha de caderno velho os seus projetos de “escadas redondas”, como ele costumava chamar. Penso que foi ali que nasceu meu interesse pelo desenho e a minha fé nos sonhos do meu pai.

Meu primeiro emprego “oficial” foi em 97 com incompletos 18 anos. Como desenhista projetista no escritório do decorador Arnaldo Malucelli. Nessa época pouca gente usava computadores pra projetar moveis, e eu não era exceção. Em 98 fui indicado pelo Dirceu Veiga Que estava deixando a Editora Dom Bosco para assumir seu lugar como ilustrador de livros didáticos. Foi lá que entrei em contato pela primeira vez com um PC. Logo que aprendi a operar o básico da maquina e do photoshop 3, resolvi comprar um equipamento para ter em casa. Com a minha experiência quase zero em informática fui a uma loja fazer orçamentos e fui apresentado pela primeira vez a um Macintosh, ainda que eu não soubesse a diferença até por que na época os Macs eram tão beges e sem graça quanto qualquer PC fuleira. Não comprei, é claro. Contudo fiquei apaixonado pelo ícone de folder azul.

Meus primeiros experimentos com iconografia não foram nada sofisticados. Era só uma tentativa boba de substituir a pasta amarela do Windows.

Em 2001, Microsoft e Apple lançaram novas versões de seus sistemas operacionais. O Linux, que já era sucesso em servidores, começava a despontar como desktop. Eu havia experimentado algumas Distribuições de Linux e estava realmente impressionado. Diferentemente do MacOS ou o Windows, ele tem diversas interfaces gráficas que rodam sob um servidor gráfico, o X11. Entre elas o Window Maker, um clone da interface do Next Steep criado pelo brasileiro Alfredo Kojima e o Gnome me parecia fantásticos. Mas foi o KDE (K Desktop - atualmente a principal interface gráfica do Linux) foi a que mais me cativou. Não tanto pelo visual, mas pela funcionalidade e facilidade de uso. A interface dele se parecia muito com o Windows 98 o que para mim, naquele tempo, era tanto um facilitador de uso quanto um defeito estético.

Foi nesse contexto que comecei a criar o tema de ícones que chamei de Crystal.

No mesmo ano fui convidado a me juntar ao departamento de marketing da Conectiva SA, atual Mandriva. Lá o Helio Castro desenvolvedor do KDE e colega de trabalho se interessou pelos meus ícones e foi quem inicialmente divulgou algumas artes no kdelook.org. Os ícones tiveram grande aceitação e mais tarde o tema seria adicionado ao KDE oficial.

Hoje ícones do Crystal Project são usados em milhares de softwares, web sites e outras mídias em todo o mundo.

- Qual seu maior trabalho? Teve algum que você não gostou?

Já fiz muita coisa, eu não costumo categorizá-los como grandes ou pequenas. Faço melhor possível com os recursos disponíveis (tecnologia, tempo, etc.).

Nesse momento estamos trabalhando em um projeto com a Siemens alemã. O sistema exige que os ícones sejam vetoriais e com um número limitado de cores. Esteticamente, por exemplo, eles são inferiores aos ícones que desenhamos para MacOSX e superiores aos que fazemos para interfaces de celular. Sistemas e interfaces têm muitas limitações diferentes, mas exigem a mesma demanda de conhecimento intelectual e investimento criativo. Por essas e outras razões é difícil classificar um projeto.

De um modo geral eu sempre gosto mais do último projeto que estou fazendo. Isso não quer dizer que não gosto dos antigos, é apenas evolução natural.

Recentemente trabalhamos na interface do Toast 8. O projeto chegou com uma time line apertadíssima. Eu realmente adorei os ícones e eles foram muito bem aceitos pelo cliente. Além dos ícones nos redesenhamos a interface toda do software. Remodelamos tudo. Melhoramos a usabilidade, usamos e abusamos dos recursos de core image, core vídeo e core animation do MacOSX. Colocamos os ícones dispostos como um “Dock” na lateral esquerda da janela mãe, transparências, barras de status brilhantes e translúcidas. Foram dois meses de trabalho intenso. A nova versão precisava estar pronta para a MacWord. Aconteceu atraso no desenvolvimento do código e os programadores precisaram limar alguns recursos. O resultado é a interface que você conhece. Mesmo assim muita gente gostou. Infelizmente eu não. Além dos ícones pouca coisa ficou da interface que criamos.

- Qual seu método de trabalho? Quais os passos, desde a idéia até o produto final? Que softwares você usa? Faz alguma coisa à mão?

O primeiro passo, num projeto de iconografia, naturalmente é o briefing. Extraímos do cliente o máximo de informações possíveis. Objetivos do projeto e perfil dos usuários, incluindo características socioculturais e hábitos específicos são informações essenciais.

Com o briefing em mãos, reunimos a equipe de criação para um primeiro brainstorm. Ícones em interfaces gráficas são simplificações de processos complexos. E funcionam ligando uma representação a um conceito. Esse é momento em que a equipe busca compreender os conceitos por trás dos processos e sugerir possíveis representações. Tudo é documentado que e enviado para apreciação do cliente. Esse processo pode ser feito tantas vezes quanto necessárias para encontrarmos a conceitualização ideal. Nenhum desenho é feito nessa fase.

Conceitos definidos e aprovados. O terceiro passo é a definição do estilo. No caso de ícones para softwares que serão usados em sistemas operacionais específicos. Observamos os manuais de identidade criados pelos fabricantes. Apple e Microsoft, por exemplo, fornecem Guide Lines que regulam a quantidade de cores, perspectiva, iluminação e outros detalhes.

Também é nesse momento que definimos os parâmetros da família de ícones. Muitas vezes um projeto é desenvolvido por mais de um artista. Essas definições são necessárias para dar unidade ao design.

Ícones de acordo com a semiótica são representações que se relacionam com seu objeto por semelhança. Subtipos de ícones são: as imagens, os diagramas e as metáforas.

Em GUI (General User Interface) ainda há mais uma categoria de representações bastante utilizada: Os símbolos que conquanto, usados em interface como ícones são para a semiótica uma categoria diferenciada.

A psicodinâmica das cores também merece atenção especial nesse momento.

A definição do conceito de família deve considerar três pontos básicos que devem ser similares em todos os ícones. 1. Categoria semiótica, 2. Tabela das cores e 3, rendering.

Agora com todas essas informações definidas chega o momento de iniciar a desenhar. Criamos primeiramente wireframes com um nível mediano de detalhes que são enviados ao cliente. Esses wireframes podem ser feitos a mão ou em vetor.

Após aprovação do cliente iniciamos a fase de render. Normalmente os ícones são criados em vetor no Adobe illustrator e depois exportados e finalizados no Photoshop.

- É difícil trabalhar na área de ícones? O que é preciso para sobreviver nesse mercado?

Na verdade ícones são apenas uma parte do trabalho, certamente a mais visível. O que fazemos, na verdade, é design centrado nas pessoas e não no objeto.

Junte humanismo, psicanálise, semiótica e design. Você terá “design de interação”.

A expressão humanismo se refere genericamente a uma série de valores e ideais relacionados à celebração do ser humano. O termo, porém, possui significados diversos, muitas vezes conflitantes e eu não pretendo aprofundar esse assunto. Basta dizer que quando o filósofo grego Protágoras a partir da reflexão cunha a frase: “O ser humano como medida de todas as coisas.” Ele lança as bases sobres as quais se definiria humanismo.

Nosso trabalho é projetar interação humano-computador, tendo o ser humano como medida e direcionador de todas as coisas.

Com o advento da chamada web 2.0, esse design focado no usuário tem sido bastante comentado.

As dificuldades desse mercado não são diferentes das de outros segmentos. É importante você se manter “antenado” e atualizado. Aqui como em qualquer outro segmento a curiosidade é o grande valor do profissional.

- Conte um pouco de você. Onde cresceu, qual sua formação profissional, os lugares em que trabalhou…

Eu nasci em Curitiba no Brasil. Tenho 29 anos e sou pai da Milena de 3 anos.

Trabalhei como projetista de móveis em 1997 e como ilustrador de livros infantis até 2001 quando comecei como designer. Nunca fiquei muito tempo em um emprego. Não gosto da segurança que a comodidade oferece. Prefiro por tudo a perder pelo menos uma vez por semana. Me faz sentir vivo.

Poderia dizer que sou autodidata se isso fosse possível, de fato ninguém aprende sozinho. Leio bastante, mas não freqüentei muitos cursos

Penso que saber com sabedoria é saber pelo menos duas coisas: Em primeiro lugar o saber com sabedoria é saber não saber. Ou seja, o que sei é que nada sei.

Em segundo o sábio saber entende que “só o simples sabe saber com sabedoria” por uma razão maravilhosa: só gente simples sabe saber sem ter que provar que sabe.

Você já deve ter lidado com gente que parece fazer questão de mostrar que sabe mais. Não quero ser esse tipo de pessoa, prefiro a simplicidade dos que sabem não saber.

Não gosto muito de falar sobre minha formação (até por que não é grande coisa). Mas para que ninguém se sinta frustrado. Sou formado em teologia e atualmente sou estudante de psicanálise. Também sou aluno do curso de Design da Lemmon School em Curitiba. Que alias é fantástico. Recomendo!

- Você gosta do que faz? É realizado profissionalmente?

Trabalho com uma equipe de pessoas maravilhosas, num ótimo ambiente de trabalho com equipamentos de ultima geração. Temos tênis de mesa e Play Station na sala de criação, armários recheados de guloseimas, horário flexível, seções de cinema grátis e duas vezes por semana assistimos os últimos episódios de Lost e Heroes no telão.

Isso tudo é fantástico e não foi fácil chegar aqui. Investimos muitos sonhos pra isso se tornar real.

Aprendi pela experiência que existe uma grande diferença entre sonhar e fantasiar. Fantasia é devaneio, é sentir a “saudade de mim lá” é se imaginar num lugar diferente, que pode ser geográfico ou social. Não importa. O sonho é diferente. Sonhos te engravidam de uma realidade, te consomem por dentro, se alimentam de tudo que há em você. E aí se você ama a Deus, ao próximo e respeita a vida, tudo ganha sincronismo e conectividade. Até o cenário mais absurdo se transforma numa conspiração do bem. Você aprende a pegar as pedras do caminho e construir o caminho das pedras.

Sim, me sinto bastante realizado. Mas, não. Não vou parar por aqui.

- Você se vê fazendo outra coisa? Trocaria de carreira?

Eu realmente gosto do que faço. Não sei se mudaria. Eu amo as cores, as formas e sobre tudo amo a maneira das pessoas sentirem e perceberem o mundo.

Mas como todos sabem, design e a arte não andam de mãos dadas. Sinto falta de produzir algo mais autoral. Eu tenho alguns projetos em médio prazo. Dig’s Family, uma família de personagens que criei para tirinhas. E uma coleção de livros infantis que se chamará “A cor e a poesia”.

Além da paixão pelo design eu tenho outro grande amor: A psicanálise. Se hipoteticamente eu fosse fazer outra coisa possivelmente estaria ligada a isso.

- Muita gente não gostou dos ícones do novo Adobe CS3. O que você pensa a respeito?

Os “ícones” do CS3 são na verdade “símbolos”. Símbolos conceitualmente são representações baseadas em convenções o que os difere drasticamente do conceito de ícones que são representações que se relacionam com seu objeto por semelhança.

Em interfaces gráficas os ícones são simplificações de processos complexos e funcionam ligando uma representação a um conceito. Um belo exemplo de ícone é que representa o editor de texto no MacOSX. A imagem de uma caneta sobre uma página de papel escrita remete a uma cadeia de significações que comunica exatamente o que faz o software.

Eu não consigo perceber onde o Ps do Photoshop, por exemplo, comunica o que ele faz. Fico curioso, a respeito da tradução para o árabe ou chinês. Devem ser no mínimo divertidas.

Eu não gosto dos ícones da nova suíte da adobe pelo simples fato de eles não serem ícones. Eu gosto de minimalismo, especialmente por que o mínimo comunica. Mas esse não parece ser o caso.

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Crystal Project no ar!

Posted by Everaldo on June 15th, 2007

É muito bom dizer depois de longos meses de espera que a nova versão dos ícones Crystal esta disponível para o publico.
Os ícones já estão prontos a cerca de seis meses. De fato foi preciso curvar o tempo, quase como na batalha mitológica entre Zeus e Kronos, para que eu finalmente conseguisse terminar o redesign do site e fazer o lançamento do novo set de ícones.
Icontáveis horas de trabalho e algumas noites sem dormir foram dedicadas a esse projeto. Eu espero que vocês curtam o resultado.

É sempre um prazer servi-los ;-)

crystal icons

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Afinal, o que é ícone?

Posted by Everaldo on June 14th, 2007

De fato, a respota parece óbvia. Mas nem tanto.

Em essência, ícones em interface gráfica funcionam como simplificações de processos complexos.
A palavra ícone vem do grego “Eikon” que significa imagem, e de acordo com a definição semiótica de Charles S. Pierce, “ícones são signos que se relacionam com seu objeto por semelhança”.
Essa definição é suficientemente clara para lingüistas, semioticistas, filósofos, psicólogos psicanalistas e outros estudiosos. Não parece, contudo, muito esclarecedora para o resto de nós, aqui fora do universo técnico-teórico da comunicação. Minha pretensão (um tanto ousada), com esse breve texto, é explicar de maneira simples, porém objetiva, alguns conceitos básicos de semiótica aplicados à iconografia em interfaces de usuário.
Dois conceitos precisam ser colocados antes de continuarmos.

1- O que é Semiotica?

Semiótica é a Ciência, ou Teoria Geral dos Signos.
Os signos sempre fascinaram os pensadores e são estudados desde a Grécia antiga, passando pela Idade Média e pelos filósofos iluministas. Mas uma teoria geral dos signos só foi se firmar no final do século XIX e início do século XX. Foi nessa época que Charles Sanders Pierce, nos EUA ,e Ferdinand de Saussure, na Europa, começaram a produzir uma ciência dos signos. Tudo que se organiza ou tende a organizar-se sob a forma de linguagem (verbal ou não) é considerado objeto de estudo da semiótica.

2- O que é Signo?

Signo é qualquer coisa que em certa medida representa ou substitui algo para alguém em determinado contexto. A palavra “estrela” em um texto escrito, a luz que você enxerga no céu ou o som do fonema que substitui o objeto celeste estrela são signos que representam um astro flamejante a algumas centenas de milhares de anos luz daqui. O signo, portanto, representa o real, não é o real.
Posto isso, podemos dizer que de um ponto de vista semiótico, ícone em interface é uma imagem com alguma relação de semelhança entre a representação e seu objeto.

Quando falamos em imagem, é importante entender que imagem é sempre uma representação de um objeto, embora tratemos a imagem do objeto como se fosse o próprio objeto. Posso apontar para a superfície de um tubo de raios catódicos (um monitor) e dizer: “essa aqui é sua pasta de documentos”, embora não haja pasta alguma ali. O objeto a que estou me referindo, em última análise, é uma área física num disco rígido que pode guardar dados. Uma pasta de papel também serve para guardar dados, logo, a imagem da pasta serve como metáfora para facilitar o entendimento do uso da área do disco rígido.
Os ícones de interface podem ser classificados em: imagens, diagramas, metáforas e simbolos.

O ícone “printer” mostra a imagem de uma impressora, que se refere por semelhança direta ao objeto impressora do mundo real.

printer icon

Os diagramas trazem relações internas e estruturais com o objeto. O ícone de tabelas em aplicativos de desenvolvimento de páginas web ou banco de dados são exemplos de diagramas.

Diagrama

A metáfora mantém alguma semelhança estrutural com seu objeto. O tradicional ícone “home” representa uma cadeia de significantes metáforicos relacionados à casa (“seu lugar, seu espaço, onde suas coisas então, para onde você retorna todos os dias etc.”).

Metafora

Os símbolos, ainda que quando usados em interface sejam considerados ícones, os são para a semiótica uma categoria diferenciada. Símbolos são signos que se referem ao objeto em virtude de uma convenção.

simbolic icon

Sinais de alerta, segurança, acesso para deficientes entre outros observam convenções. Ícones verdes tendem a comunicar aprovação assim como vermelhos tendem a ser proibitivos graças às convenções de transito. Mesmo alguns ícones de origem icônica podem com o tempo assumir características simbólicas. O ícone “save”, por exemplo, é comumente representado por um disquete que nos remete ao tempo em que guardávamos nossos arquivos nesse tipo disco. Com a evolução dos hard disks manter seus arquivos em discos flexíveis deixou de ser o método mais usual. A verdade é que atualmente a maioria dos computadores modernos não incluem mais leitores para disquetes.
Talvez, para nossos dias, um lápis escrevendo em um HD funcione como uma representação melhor.
De qualquer maneira por conta de um pacto social subjetivo, todos aceitam que o ícone para a função salvar seja representado simbolicamente por um disco flexível (disquete).

Everaldo Coelho

Referencias:

Semiótica & literatura - Décio Pignatari

O que é Semiótica - Lucia Santaella

Icon Design - Steve Caplin

Usabilidoido - Frederick van Amstel

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